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| Colunista das Estrelas, Lúcio Tomich, é submetido à cirurgia de redução do estômago pela segunda vez | Obesidade, um problema de saúde pública
Colunista das Estrelas, Lúcio Tomich, é submetido à cirurgia de redução do estômago pela segunda vez
Adriana Sena
Brazilian Times
O dilema do homem moderno se situa no abdomen e o da mulher na cintura. A ciência ainda não descobriu uma fórmula de gastar mais gordura aqui do que ali ou tirar daqui e "botar" ali. E assim o mal do século, lado a lado com doenças mentais e psicológiocas, é a obesidade, ou excesso de peso, ou se preferir ‘aquelas pessoas que não se encaixam no padrão de beleza mundial’. A briga com a balança e a ‘tal da gordurinha localizada’com a ‘barriguinha de chope’ fazem parte de um problema sério e complexo que atinge grande parcela da humanidade. Uma pesquisa recente revelou que cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura. Em um outro estudo baseado em um programa de exercícios de resistência revelou que o corpo tende a gastar mais gordura na região central, tronco e abdomen do que nos glúteos e região femoral. Esse fato fica evidente em quem emagrece mais de 8 a 9 quilos em dez a doze semanas. Nas mulheres, enquanto aparentemente percebe-se a região do tórax com as costelas e os ossos da clavícula começando a sobressair, o quadril tende a permanecer praticamente o mesmo. Uma outra pesquisa realizada nos Estados Unidos concluiu que dos mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1Kg é culpa dos controles remotos. No mundo do novo milênio o botão é a chave de tudo: televisão, videocassete, som, acendimento automático de lâmpadas, vidro elétrico no carro, escada rolante, elevadores com vista panorâmica e por aí vai. O que acaba fazendo por prevalecer ‘a lei do menor esforço’, originando as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o diabetes, o câncer entre outras séries de doenças relacionadas à ociosidade e à obesidade. Está mais do que provado que o excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. É um problema crônico de saúde pública relatado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Dados sérios revelam que um terço das mortes por câncer de mama e endométrio estão diretamente relacionadas ao excesso de gordura, cerca de 30% de percentual. Dois terços ficam por conta das cardiopatias ligadas ao excesso de peso. Enquanto umas pessoas têm facilidade de engordar ou dificuldade de emagrecer, outras engordam e emagrecem com a maior naturalidade. Fatores, tais como os genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais, estão ligados a obesidade. Ficou comprovado recentemente que o problema não é o peso corporal não e sim o percentual de gordura. Pessoas corpulentas e pesadas, mas com o percentual de gordura normal não são suscetíveis a cardiopatias. Ao contrário, pessoas de menor estatura porém gordas correm um risco bem mais alto. A obesidade é uma questão de saúde pública. Muito já se falou sobre na mutação do gene OB, responsável pela obesidade. Pubilcações epscializadas que tratam do assunto relatam que em pesquisas com ratos, constatou-se que esse gene tem ação direta numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido adiposo e transportada pela circulação sangüínea para o cérebro chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro) ou simplesmente OB. Lê-se a seguinte conclusão: “A ação do gene OB é controlar a saciedade de acordo com a quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando injetada em camundongos mostrou ser capaz de reduzir o peso corporal e o tecido adiposo. Aquele sujeito que costumamos dizer: "não engorda de ruim", especula-se ter uma boa produção de leptina. As pessoas excessivamente gordas teriam o gene OB. defeituoso a tal ponto de nunca se sentirem saciados e comerem compulsivamente”.
Entrevista: Cirurgia de redução do estômago
Muitas técnicas e dietas são usadas na tentativa de combater a obesidade. Uma delas é a cirurgia de redução do estômago. Recentemente um médico da Universidade da Harvard, está utilizando uma técnica que permite ao paciene sair andando do Hospital no mesmo dia. O Colunista das Estrelas, Lúcio Tomich, de 44 anos, foi submetido no último dia 8 de março, à esse novo procedimento no Brigham & Women's Hospital em Boston. O Brigham é um líder mundial no tratamento de saúde e referência para pesquisas e avanços na medicina. Ele está no topo de hospitais renomados indicados pelo US News and World Report's Honor Roll. O hospital é a central de estudos da Harvard Medical School. Tomich nos contou em entrevista exclusiva como ele se sentiu antes e depois da cirurgia e como ele está se reestabelecendo.
Antes
BT: Quando começou sua briga com a balança?
Tomich: Sempre fui gordo, mas nos útimos 15 anos aumentou muito de peso.
BT: Você é uma pessoa adepta às dietas?
Tomich: Já fiz algumas, mas acho que dieta não serve, o importante é ter uma educação alimentar.
BT: Você sente preconceito por parte das pessoas?
Tomich: Na verdade não. Sempre fui chamado pelo aumentativo "Lução".
BT: Você vai enfrentar de novo a mesa de cirurgia. Você já passou por isso antes, como foi?
Tomich: Em agosto de 2001 fiz a cirurgia de reduçãode estômago no Brigham & Women's Hospital em Boston com a equipe médica do Dr David Iautz . Na época emagreci mais de 60 kg.
BT: Quanto tempo durou sua fase ‘de magro’?
Tomich: Quase 2 anos
BT: E agora, quais suas perspectivas quanto à essa nova cirurgia?
Tomich: Bem, espero que depois de não me cuidar e não obtive resultado, voltando a engordar, pretendo levar a sério e seguir todas instruções dos medicos.
BT: Qual o nome da técnica usada?
Tomich: Endoscopic Suturing. É uma nova técnica usada pelo Dr. Chistopher Thompson, diretor do Departamento de Endoscopia do Brigham Hospital e Professoar da Harvard Medical School. Ele foi o criador da técnica e o primeiro no mundo a usá-la. Ela é diferente das outras porque não existe incisão (corte). A operação é feita usando o mesmo processo de uma Endoscopia. Então todo o método é feito através da boca.
BT: Na sua opinião, o padrão de beleza da sociedade é justo ou puramente comercial?
Tomich: Nos dias de hoje o padrão de beleza que sociedade impõe é tão forte que passa do natural para o comercial. Existem muitas maneiras no mercado para ficar com a aparência que você imaginar. Praticamente você muda tudo no seu corpo. Tira e coloca tudo que você achar que falta ou tem demais. Depois BT:Como foi a cirurgia? Foram tomadas as mesmas medidas que da vez anterior?
Tomich: Na verdade foi um pouco diferente devido ao tipo de procedimento que foi adotado. Como não houve corte fiquei no hospital só o tempo nescessário de me recuperar da anestesia.
BT: Quantas horas durou a cirurgia? Você se sentiu apreenssivo em algum momento?
Tomich: Durou 1:30h. Na verdade, dessa vez senti sim um friosinho na hora que estava sendo preparado para a anestesia.
BT: Você sentiu profissionalismo por parte da equipe que o atendeu?
Tomich: A equipe do Brigham & Women é extremamente profissional. Não é à toa que ele está incluido na relação dos 10 melhores hospitais do mundo.
BT: Quanto tempo depois você deixou o hospital?
Tomich: Depois que acabou tudo. O procedimento todo durou cerca de 2:30hs.
BT: Você saiu andando e pode efetuar coisas rotineiras como dirigir?
Tomich: Sai andando, mass fui recomendado a não dirigir, tomar decisões importantes ou coisas parecidas.
BT: Quais os cuidados você deve ter a partir de agora?
Tomich: Seguir a dieta recomendada pelos médicos que tem 5 fases.
BT: Você espera perder quanto peso e em quanto tempo? Tomich: Atualmente eu peso180kg. Espero perder a mesma quantidade da outra vez, 60 kg. | |
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