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| Acusado de tentar matar ex-mulher se defende | Paschoal Cochia diz que é vítima de um plano de conspiração
O empresário Paschoal Cochia, 57, passou sete meses na prisão de Bridgewater. Ele é acusado de tentar matar sua ex-esposa, Maria V. Cochia, 38 em novembro de 2006. Paschoal procurou a reportagem do BT na última semana e disse que Maria mentiu e que ele não pretendia matá-la. Se sentindo injustiçado ele quer provar sua inocência e diz ser vítima de conspiração. Paschoal conta com o apoio de Rosemberg A. Monteiro, 21, filho de Maria, que acredita em sua inocência. Página XXX
Paschoal Cochia diz ser vítima de conspiração Ele quer provar sua inocência depois de ficar sete meses preso
Adriana Sena
O empresário Paschoal Cochia, 57, passou sete meses na prisão de Bridgewater. Ele é acusado de tentar matar sua ex-esposa, Maria V. Cochia, 38 em novembro de 2006, proprietária de um salão de beleza em Everett. A matéria sobre a agressão saiu na edição de número 1376 do BT. No seu depoimento Maria relatou que havia sido surpreendida no início da madrugada com seu ex-marido atacando-a com um objeto pontiagudo, similar a um estilete, e uma marreta, enquanto a mesma dormia. A filha adolescente, MM, 16, conversou com a reportagem do BT na época. "Ouvia alguém com respiração pesada do lado de fora do meu quarto. Era ele que tentava entrar. Ficava imaginando minha mãe morta. Depois que liguei para a polícia e joguei a chave pela janela para eles entrarem, foi que descobri que minha porta estava toda ensanguentada com o sangue de Pasquale, que cortou o pescoço depois de tentar matar minha mãe", falou MM. Depois da família ter pago sua fiança, Paschoal, que terá sua primeira audiência no dia 29 de julho, procurou a reportagem do BT e acredita estar sendo vítima de um plano de conspiração e que Maria mentiu em sua versão para a polícia. Acompanhado do filho mais velho de Maria, Rosemberg A. Monteiro, 21, ele disse que quer justiça. Rosemberg disse estar do lado de Paschoal porque acredita em sua inocência e que é muito grato a ele por tudo que o mesmo fez por sua família. Ele chegou a trabalhar para Paschoal por algum tempo e sempre tiveram bom relacionamento. Paschoal é descendentes de italianos e morou no Brasil por 20 anos. Ele conheceu Maria em 1999 em uma festa de aniversário em Somerville. Casaram-se em 2002. Ele alega que depositava todo amor e confiança nela. "Fui buscar os filhos dela no Brasil", relata Paschoal. A família de Maria é natural de Sardoá, MG. Foi lá que Paschoal disse ter ido buscar Rosemberg e a irmã em 2004. 'Queria formar uma família decente. Queria dar estudo para as crianças". Paschoal disse ter ainda acolhido os irmãos de Maria em sua casa quando os mesmos aqui chegaram. Paschoal contou que depois que voltaram do Brasil e que os filhos dela chegaram aqui o relacionamento mudou muito. Começaram a acontecer atritos e Maria mudou muito seu comportamento. Ele chega a chorar quando fala do sentimento de amor que nutria por Maria. Ele disse inclusive ter montado o primeiro de salão de beleza para ela com intenção de ajudá-la. "Depois que ela conseguiu o green card mudou tudo" Quando à noite da agressão ele assegura que não tentou matá-la e que a faca estava debaixo do travesseiro de Maria que o agrediu primeiro. "Só queria conversar". Ele sofreu um corte na garganta e ficou no hospital por alguns dias de onde saiu para a prisão. Maria sofreu golpes na cabeça e no pescoço e ainda machucou o braço. Ele disse que tem uma série de provas contra Maria, que segundo ele e Rosemberg, está envolvida em negócios ilícitos. | |
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