O Festival de Miami anunciou na noite deste sábado seus vencedores, e dois filmes brasileiros saíram com prêmios do Gusmán Center, o palco das sessões de gala da mostra.
A atriz carioca Carla Ribas recebeu menção especial do júri por sua interpretação como a protagonista de “A Casa de Alice” de Chico Teixeira. Carla faz sua estréia no cinema como uma manicure e mãe de uma família de classe média-baixa paulistana que aos poucos se mostra em crise, arruinada por pequenas traições. Ao justificar o prêmio, o júri avaliou a performance da atriz como “um retrato realista de uma mulher forte em circunstâncias difíceis”.
O outro brasileiro premiado da noite foi “Sonhos de Peixe” (foto), do russo Kirill Mikhanovsky, que recebeu o troféu Heineken Red Star por seu “naturalismo poético”. Exibido na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa acompanha o cotidiano e as ambições de um pescador no litoral do Rio Grande do Norte. No palco do Gusmán Center, Kirill dedicou o prêmio aos moradores do vilarejo onde as filmagens foram realizadas e disse esperar que a conquista ajude a viabilizar a distribuição de seu filme no Brasil.
Os brasileiros em competição não foram lembrados nos prêmios principais da noite. O grande vencedor na categoria ficção ibero-americana, a principal do festival, foi o filme mexicano “O Violino”, de Francisco Vargas. O longa, história de uma família de músicos de rua no México, já foi exibido no circuito comercial de São Paulo e também premiado na última Mostra de SP. Pela vitória em Miami, receberá US$ 25 mil.
Na categoria ficção de outros países, o vencedor foi “Marcas da Vida” (“Red Road”), filme britânico de Andrea Arnold que já havia sido premiado pelo júri no Festival de Cannes do ano passado. “Marcas da Vida”, que estréia no Brasil em 4 de maio, também venceu aqui em Miami o prêmio da federeção internacional de críticos de cinema, a Fipresci. Entre os documentários, o vencedor foi “Banished”, de Marco Williams, sobre um episódio de conflito racial da história americana. |