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| John McCain, entra na corrida presidencial americana | Da redação
O senador John McCain anunciou que disputará a candidatura do Partido Republicano nas eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos, uma decisão que desagrada a ala mais conservadora da legenda de George W. Bush.
"Antecipo aqui que, em abril, anunciarei formalmente que sou candidato à Presidência dos Estados Unidos", disse na noite desta quarta-feira McCain, de 70 anos, no "Late Show with David Letterman", um programa de humor e entrevistas na TV.
O republicano, nascido no que era a região do Canal do Panamá controlada pelos Estados Unidos, está no Senado desde 1986 e foi o principal adversário de George W. Bush na disputa pela candidatura presidencial republicana em 2000.
No principal ponto do atual debate político nos Estados Unidos, McCain criticou o Governo Bush por não ter enviado mais soldados ao Iraque no momento da invasão, em 2003. Agora, apóia a idéia do presidente de aumentar a força militar no país árabe.
"Os americanos estão muito frustrados e têm todo o direito de está-lo", disse McCain a Letterman. "Desperdiçamos muito de nosso tesouro mais precioso, as vidas de americanos", acrescentou.
As pesquisas de opinião mostraram durante mais de três anos McCain como o candidato com mais chances dentro do Partido Republicano, mas nos últimos meses ganhou força a possível candidatura do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani.
Nenhum dos dois candidatos tem a simpatia dos setores mais conservadores que formam a base de apoio da atual Administração.
Esse distanciamento deve-se ao fato de tanto McCain como Giuliani serem "moderados" em questões como o aborto e a legalização dos casais homossexuais.
Pesquisa do jornal "The Washington Post" e da rede de televisão "ABC" divulgada na semana passada indicou que Giuliani contava com 44% do apoio dos possíveis eleitores republicanos, contra 21% de McCain.
Além de McCain e Giuliani, disputarão a candidatura republicana o senador Sam Brownback (Kansas) e os ex-governadores Mitt Rommey (Massachusetts), James Gilmore (Virgínia) e Tommy Thompson (Wisconsin).
Também podem entrar na luta para representar o partido nas eleições presidenciais de 2008 o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee (Arkansas) e o ex-presidente da Câmara de Representantes (deputados) Newt Gingrich.
McCain é o único dos pré-candidatos presidenciais republicanos que não aceitou o convite para falar, esta semana em Washington, na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, sigla em inglês), que reúne milhares de dirigentes e grupos de direita.
"A ausência da reunião da CPAC é um erro para qualquer candidato republicano", afirmou Craig Shirley, veterano militante do partido e historiador de Ronald Reagan.
"Qualquer político republicano que não entenda isto e a importância desta conferência não compreende o conservadorismo", avaliou.
McCain é filho e neto de almirantes da Marinha americana, e seguiu a tradição familiar servindo como piloto naval durante a Guerra do Vietnã, país onde passou cinco anos e meio preso.
A um ano das eleições primárias e 20 meses das presidenciais, o panorama também não é claro no Partido Democrata, no qual há quase dez de pré-candidatos.
As pesquisas, por enquanto, mostram a senadora Hillary Clinton (Nova York) e o senador Barack Obama (Illinois) na liderança da corrida pela candidatura. | |
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