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Investigação sobre morte de imigrantes no Arizona
Autoridades exigem investigação sobre morte de imigrantes no Arizona

O México exigiu na sexta-feira uma investigação completa pelas autoridades dos EUA sobre o disparo de tiros na fronteira entre os dois países que mataram três imigrantes ilegais e feriram outros dois.
O chanceler mexicano disse ter instruído o consulado de seu país em Tucson, Arizona, a pedir às autoridades a apuração sobre o ataque, realizado por homens ainda não-identificados numa estrada secundária utilizada por traficantes de imigrantes.
Num comunicado, o ministério das Relações Exteriores mexicano pediu uma "investigação exaustiva" sobre o incidente.
Homens armados pararam um ônibus lotado numa remota estrada no deserto do Arizona, perto de Tucson, e começaram a atirar contra o veículo, afirmou o ministério. A polícia dos EUA afirma que os agressores poderiam ser assaltantes.
Ainda é desconhecida a nacionalidade das três vítimas, embora o consulado mexicano em Tucson tenha dito que, entre os feridos, estão uma guatemalteca e um mexicano.
A polícia americana encontrou na quinta-feira dois corpos numa picape abandonada no deserto, a cerca de 30 km de Tucson. O corpo do terceiro homem foi localizado à beira da estrada nas proximidades.

FRONTEIRA TENSA
As relações entre os EUA e o México sobre a fronteira de 3,2 mil km que os separa têm ficado mais tensas desde que ativistas americanos, que se auto-intitulam "Minutemen", começaram a policiar a fronteira, em 2005, para conter o fluxo de imigrantes ilegais do México e da América Central.
Mais de 1 milhão de imigrantes tentam cruzar ilegalmente a fronteira dos EUA com o México todos os anos, numa viagem perigosa. No ano passado, mais de 400 morreram tentando completar a travessia. A maioria das mortes ocorreu devido à desidratação, afogamento em rios ou acidentes de carro. Há também com frequência casos de ataques, estupros e assaltos.
A governadora do Arizona, a democrata Janet Napolitano, disse que o incidente na fronteira reforça a necessidade de reforma no sistema de imigração dos EUA.
"Sem a reforma da imigração e um compromisso dos dois países para manter uma fronteira forte e segura que facilite o comércio legal, teremos incidentes como este," declarou a governadora na Cidade do México, onde visitou o presidente Felipe Calderón.