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| Empresário brasileiro de Allston pega cinco anos de prisão | CONDENAÇÃO
Da redação
O brasileiro José Neto, 41, foi condenado a cinco anos de cadeia pelo crime de tráfico de imigrantes indocumentados para os Estados Unidos. Ele é proprietário da Spectro Cleaning Services e residia em Allston-MA, onde ficava, também, a sede de sua empresa.
Entre as denúncias que levaram à condenação de Neto está a de que ele além de trazer os imigrantes de forma ilegal para este país, ainda os obrigavam a trabalhar para ele em sua companhia de limpeza.
Durante seu julgamento, o brasileiro admitiu que trouxe de forma ilegal para os EUA os brasileiros Paula A. e Rogério G. “Eu utilizei a fronteira deste país com o México”, acrescentou.
A promotoria apresentou dados que mostravam que quando os dois imigrantes chegaram à Massachusetts, foram obrigados a dividir um apartamento de apenas dois quartos com mais sete pessoas. Também foram obrigados a trabalhar para a companhia de Neto entre meia noite e sete da manhã, limpando supermercados.
A companhia de Neto presta serviço para cerca de 30 lojas da rede Stop & Shop nos estados de Massachusetts e norte de Connecticut.
Paulo e Rogério fizeram um acordo com as autoridades norte-americanas para prestarem testemunho contra José Neto.
Neto foi detido em 2005 por agentes federais. Junto com ele, também foram presos 57 imigrantes, a maioria brasileiros. As prisões aconteceram na cidade de Allston e em algumas de Connecticut.
O brasileiro caiu em uma armadilha preparada pela polícia. Ele portava uma lista com nome de 700 pessoas que estavam sendo investigadas pelo Departamento de Imigração sob suspeita de venda de documentos ilegais.
Quando foi interrogado, Neto entregou à polícia $ 20 mil em dinheiro em troca da promessa de receber um green card para ele e sua esposa. Ainda, segundo as informações, aconteceram outros dois encontros em que o brasileiro pagou $ 9 mil para obter a liberação de imigrantes ilegais que estavam presos. Pelo menos um deles seria funcionário da empresa de Neto.
Ele também ofereceu $100 mil dólares na tentativa de subornar o agente que realizou a prisão em troca de sua liberdade. | |
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