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| Reforma imigratória será votada em abril | Republicanos consideram que a aprovação de tal lei é crucial para recuperar os votos dos hispânicos
O debate sobre a imigração vai esquentar ainda mais neste início de ano, graças a um projeto de reforma que visa a legalizar milhões de indocumentados e negar recursos para a duplicação do muro de 1.226 quilômetros na fronteira com o México. A proposta, defendida por um grupo de legisladores democratas e republicanos, reacendeu a esperança dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos.
A postura anti-imigração prevalece ainda em boa parte dos EUA, mas em todas as esferas sociais há o reconhecimento de que o país é uma nação de imigrantes e que a força de trabalho estrangeira é de fundamental importância para o desenvolvimento da economia. O próprio presidente George W. Bush vem reiterando em seus discursos a sua intenção em aprovar uma reforma que resolva o problema de milhões de indocumentados.
Segundo informações de fontes ligadas ao Congresso Nacional, a mudança está sendo discutida entre o democrata Edward Kennedy e o republicano John McCain. O projeto bipartidista deve ser apresentado no Senado até abril e, em seguida, na Câmara dos Deputados. Muitos republicanos consideram que a aprovação de tal lei é crucial para recuperar os votos dos hispânicos: o apoio da comunidade caiu de 44% em 2004 para 29% em 2006. A reforma vai beneficiar entre 10 e 11 milhões de indocumentados.
A medida prevê também um programa de trabalhadores temporários, rechaçado por várias associações e sindicatos de trabalhadores. Quanto ao chamado muro da discórdia, a construção requer cerca de três milhões de dólares, mas apenas pouco mais de um milhão foi destinado para este fim até agora. | |
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