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| Brasileira é assassinada com um tiro no peito | Ela estava morando nos EUA havia um ano
Da redação
Há um ano morando nos Estados Unidos, a brasileira Patrícia Silva Santos, 22, foi assassinada com um tiro no peito. O corpo foi encontrado por Byl Farney, proprietário de uma agência de viagens onde ela era gerente. O crime, que aconteceu dia 20, na cidade de Long Branch-New Jersey e deixou a comunidade chocada pela frieza como foi praticado.
Natural do bairro de São Miguel Paulista, região metropolitana de São Paulo, ela era filha de mineiros.
Em seu depoimento à polícia, Byl contou que ao chegar na agência, percebeu que a porta estava fechada. “Isso nunca aconteceu neste horário e imaginei que Patrícia poderia ter saído para almoçar”, acrescenta.
Ele abriu a porta e entrou no escritório e deparou-se com o corpo da brasileira caído atrás da mesa. “Logo que a vi, percebi que havia uma perfuração em seu peito”, fala salientando que nunca havia presenciado uma cena parecida e “naquele instante não soube discernir o que poderia estar acontecendo”.
Sem saber o que fazer, ele imediatamente ligou para o número de emergência, 911, pedindo ajuda. Assim que desligou, Byl seguiu as recomendações que o atendente lhe passou e foi para fora do estabelecimento esperar a chegada da ambulância.
Frieza
Byl desmente alguns comentários que estão sendo divulgados em alguns meios de comunicação de que ela teria sido estuprada. “quando a encontrei, o corpo dela estava esticado no chão e vestido normalmente”, explica.
Mesmo assim, a testemunha acredita que Patrícia tenha sido maltratada antes de ser assassinada. “O assassino foi tão frio que teve tempo para desativar as câmeras do circuito interno de segurança, trancou a porta da frente e saiu pela dos fundos”, relata Byl.
No Brasil, alguns veículos de comunicação apontam o namorado de Patrícia como principal suspeito. Mas para o proprietário da agência, isso não faz o menor sentido. “Acredito que o assassino já conhecia a vítima e tenha cometido o crime motivado por problemas pessoas”, acrescenta.
Durante o interrogatório feito pela polícia, Byl forneceu nomes de pessoas que estiveram na agência e todas as ligações efetuadas. “Procurei fornecer todas as informações para ajudar a solucionar este crime”, fala o empresário goiano que mora há 14 anos nos Estados Unidos.
FAMÍLIA
Patrícia residia em Long Branch-NJ junto com o pai Enaldo Ribeiro da Silva, 42, natural de Diamantina-MG e a mãe Maria Elizabete Antunes da Silva, 43, de Montes Claros-MG. Também morava com a família o irmão caçula, Robert Antunes da Silva, 18, que nasceu no mesmo bairro em que a brasileira.
O corpo de Patrícia será cremado e, conforme Elizabete, somente depois da cremação é que as condições da morte serão divulgadas pela polícia. “A informação foi dada pelo detetive Michale Verandero”, fala a mãe ainda abalada com o crime.
Elizabete se mostra confiante e acredita que a polícia encontrará o criminoso e “a justiça será feita”.
A última vez que Maria Elizabete conversou com sua filha foi no dia anterior ao crime, 19 de dezembro, quando ambas combinaram ir a um salão de beleza local. | |
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