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Mais de 100 corpos de indocumentados estão sem identificação no Arizona
Mais de cem cadáveres de imigrantes ilegais que não puderam ser identificados, alguns desde 1994, estão nas câmaras frigoríficas do necrotério do condado de Pima, no sul do Arizona, estado fronteiriço com o México.
Alguns corpos são de pessoas que morreram recentemente na tentativa de atravessar o deserto do Arizona para chegar aos EUA, enquanto outros se encontram no local há 12 anos, segundo o médico Bruce Parks, diretor do centro.
Desde o início deste ano, a necrotério do condado de Pima recebeu 83 cadáveres, o que representa um novo recorde. No mesmo período de 2005 "só" 60 tinham sido levados ao local.
O aumento do fluxo migratório através do deserto do Arizona triplicou o trabalho do centro forense, que no ano passado teve que alugar um frigorífico móvel de 17 metros para responder à demanda.
Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas no deserto, espera-se que aumente o número de corpos de imigrantes ilegais que chegarão ao necrotério do condado de Pima, por isso Parks pretende contratar mais pessoal.
Por sua parte, o Governo do México estabeleceu no ano passado o Sistema de Identificação de Restos e Localização de Imigrantes (Sirli).
O novo método permite cruzar informações para rastrear o paradeiro de pessoas desaparecidas ao tentar atravessar a fronteira, inclusive nos consulados mexicanos nos Estados Unidos.