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Hospitais de Boston mantém programas de emagrecimento
Hospitais de Boston mantém programas de emagrecimento


LÚCIA MELO

Cerca de 34 milhões de americanos são obesos (com mais de 30% acima do peso ideal) e segundo diretrizes da Associação Nacional de Saúde, 50% da população adulta deveria perder peso e praticar exercícios regularmente. Esta recomendação tem causado um grande aumento no número de programas de emagrecimento à disposição. Atualmente vários hospitais de Boston possuem programas destinados a perda e controle do peso. Os programas são realizados por profissionais especializados da área: médicos credenciados, cirurgiões experientes e nutricionistas registradas.
Por exemplo, o Brigham and Women’s Hospital (75 Francis St.) dispõe de um programa personalizado e monitorado para qualquer pessoa interessada a entrar em forma. Sessões semanais de terapia, dieta prescrita por nutricionista, uso de remédios e até a cirurgia de redução de estômago (gastric bypass surgery) são alguns dos recursos disponíveis no programa do hospital. O custo fica em US$ 300 para dois meses ou US$ 900 para seis meses (pago adiantado); acrescente a isso o pagameto da taxa de inscrição de US$ 100. A clínica de emagrecimento fica aberta das 5 às 8pm e se você estiver interessado em marcar uma consulta ligue para (617) 732-8500.
Já o Tufts-New England Medical Center (750 Washington St.) mantém o programa chamado OPTIFAST. Este programa é destinado a pessoas extremamente obesas e inclue exames laboratoriais, sessões de terapia, consulta com nutricionista e o uso de uma linha de produtos que substituem refeições – drinks, sopas e barras energéticas – e aceleram a perda de peso (em geral de um a dois quilos por semana). O custo do programa fica em US$ 550 por 18 semanas, além de aproximadamente US$100 pelas substitutos de refeições. Para maiores informações ligue para (617) 636-2386.


O perigo das dietas da moda

A busca de um corpo perfeito e o sonho de emagrecimento rápido e fácil têm levado muita gente a apelar para todo tipo de dieta. As receitas milagrosas são muitas, mas a promessa é sempre a mesma: a perda de peso num curto espaço de tempo.
Dieta vegetariana, macrobiótica, dieta do Dr. Atkins, Zone diet, Low Carb, South Beach, além dos programas de emagrecimento como Jenny Craig e Weight Watchers (Vigilantes do Peso) só para citar alguns, estão na moda, mas muitas são radicais e restritivas. Isso significa dizer que, mesmo que apresentem o efeito prometido, acabam causando prejuízos para o organismo.
A ditadura de beleza vigente na sociedade mundial faz com que o mundo tenha em mente um corpo ideal específico: o magérrimo. Modelos, artistas, apresentadores de televisão, cantores, enfim, a mídia em geral traz aos indivíduos parâmetros que devem ser seguidos a todo custo para se manter longe de preconceitos. O sonho de ter um corpo invejável é o que leva milhares de pessoas às academias e à procura das dietas milagrosas. A esperança de eliminar peso rapidamente leva à restrição de nutrientes importantes (carboidratos, gorduras e proteínas) e ao efeito sanfona (emagrece-engorda).
Os especialistas concordam que não se trata apenas de um desperdício de dinheiro, mas também de uma ameaça à saúde. A maioria das dietas da moda, promete perda rápida de peso mas algumas focalizam outras preocupações. Outras, aproveitam-se de preconceitos populares (o corpo precisa ser desintoxicado periodicamente) ou de temores infundados (os nossos alimentos são cheios de aditivos nocivos ou não fornecem os nutrientes essenciais). E algumas dietas baseiam-se em princípios religiosos, como, por exemplo, os regimes macrobióticos e vegetarianos.
Os idealizadores das dietas da moda também se aproveitam da insegurança das pessoas sobre o que representa uma boa alimentação. Alguns têm formação médica , mas são muito “naturopatas” (nutricionistas autodidatas) que, embora sejam sinceros, têm como objetivo principal a venda de produtos dietéticos específicos.
Tome cuidado com regimes/dietas obviamente orientados pelo lucro, como por exemplo, os que requerem uma taxa de inscrição, ou suplementos caros, pílulas e cápsulas para emagrecer, alimentos especiais ou aparelhos para exercícios físicos. Normalmente, são aqueles divulgados nos comerciais de TV ou através de telemarketing. Muitas pessoas na ilusão de emagrecer, tentam fazer regime através de ingestão de pílulas e cápsulas que prometem emagrecimento rápido. Embora algumas pílulas ajudem no controle do apetite, podem apresentar sérios problemas colaterais .
Também esteja atento aos produtos emagrecedores à base de ervas – muitos são compostos de estimulantes que provocam disritmia cardíacas e outros efeitos colaterais sérios. Antes de fazer qualquer mudança drástica na sua alimentação ou ingerir remédios para emagrecer vale a pena consultar um médico, um especialista em dietas ou um nutricionista qualificado.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cada grupo de alimentos tem o seu número de calorias já determinado. Isso quer dizer que não adianta tirar da alimentação um nutriente específico, e sim, manter todos em porções moderadas, a chamada reeducação alimentar. Ou seja, para que o indivíduo venha a perder peso é necessário que ele faça uma dieta hipocalórica (o valor calórico total das refeições do dia deve ser menor do que a necessidade do organismo).

Confira abaixo algumas dicas para emagrecer de uma forma saudável:

Pratique um exercício físico para que a quantidade de energia ingerida seja menor do que a gasta.
Estabeleça horários para as refeições que devem ser no mínimo cinco (café da manhã, lanche, almoço, lanche e jantar).
Beba bastante água durante o dia.
Diminua a quantidade de alimentos ingeridos.
Inicie as refeições sempre por uma farta salada.
Prepare as carnes grelhadas ou assadas. Evite molhos, frituras e ensopados.
Acredite em você e, antes de tudo, tenha força de vontade.