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Recuperar objetos enviados Export Express
Luz no fim do túnel: Brasileiro explica como pretende recuperar objetos enviados pela Export Express.

Por Márcia Lima Gomes

Segundo Joelson Justino, todo o conteúdo do contêiner enviado pela empresa foi retido pela Receita Federal brasileira

Os clientes lesados pela empresa de mudanças Export Express já podem vislumbrar alguma esperança de ter seus objetos de volta. O processo é um pouco complicado, mas não impossível. Quem explica é o auxiliar de enfermagem Joelson Amorim Justino, que também foi vítima da empresa de mudanças e espera recuperar seus objetos até o início da próxima semana.

Joelson conta que após ler a matéria publicada no Brazilian Times que contava a versão de vários brasileiros lesados pela empresa, ele procurou tomar algumas providências para se certificar que suas caixas enviadas através da Export Express chegariam até o destino delas, em Santa Catarina. Passado o prazo de quatro meses desde o envio das encomendas, Joelson procurou a empresa pessoalmente e conseguiu descobrir o número do contêiner e o porto de chegada no Brasil:

“Com essas informações, entrei em contato com a Receita Federal de Santa Catarina, onde foram enviados meus objetos. Descobri que a Export Express enviou o contêiner inteiro no nome de uma única pessoa. Teoricamente, essa pessoa é a única dona de todas as caixas enviadas nesse contêiner, mas ela foi honesta e levou somente suas próprias caixas. O restante do material enviado foi confiscado pela Receita”, explica.

O auxiliar de enfermagem foi informado pelos agentes da Receita Federal no Brasil que houve a expedição de um alerta contra empresa. Por esse motivo, os funcionários da Receita Federal estão estudando a possibilidade de liberação das encomendas caso a caso.

“Eu estou seguindo todas as orientações que eles me passaram. Fiz uma procuração no nome do meu irmão para a retirada das caixas. Mandei uma lista completa, rica em detalhes, explicando o conteúdo das embalagens. É importante que a pessoa saiba, exatamente, o que tem na caixa como marcas e etiquetas dos produtos. Melhor ainda se tiver as notas fiscais. Também mandei uma cópia da minha passagem de volta para o Brasil”, explica Joelson.

Na próxima segunda-feira, Joelson deverá saber se conseguiu a liberação de seus objetos. Ele diz que seguindo essas instruções há 90% de chance de ter de volta seus objetos. Joelson enviou seis caixas grandes e pagou mil dólares pelo transporte. Além disso, vai ter que desembolsar mais dinheiro pelo armazenamento das encomendas, já que os objetos estão retidos desde novembro de 2004. E, possivelmente, terá que pagar impostos sobre os produtos.

“Vai depender de cada um verificar se vale a pena tentar recuperar as encomendas. No meu caso, tem muitos objetos pessoais. As caixas fazem parte da minha mudança de volta para o Brasil depois de dez anos vivendo nos Estados Unidos. Lógico que eu não quero perder”, explica. “O mínimo que a empresa pode fazer é abrir o computador e mostrar as informações para os clientes. Nós queremos apenas recuperar o que é nosso”, conclui.

De acordo com a polícia de Medford, é importante que antes de contratar os serviços de uma empresa, o consumidor esteja atento a algumas dicas como verificar se a empresa oferece seguro e se há alguma reclamação na classificação do Better Business Bureau (www.bbb.org). Os clientes que se sentirem lesados devem entrar com um pedido na Corte para reparação de danos.